📅 24 de Outubro de 2026 · 📍 Lisboa
Quatro convidados, quatro questões, uma conversa comum sobre as relações entre tecnologia, autonomia humana, recursos naturais e regeneração ecológica e territorial.
Psiquiatra, psicanalista e professor de Psicologia Clínica
Nota biográfica: Doutorado em Ciências Médicas, desenvolve investigação interdisciplinar entre semiótica dinâmica e psicanálise. É autor de trabalhos e livros de psicanálise e publica também literatura sob pseudónimo.
Questão: Que futuro para o sujeito na era digital?
Escritor, artista visual e criador do Laboratório Cyborg
Nota biográfica: Autor do Manifesto de Responsabilidade na Interacção Humano–IA. Investiga ética antecipatória, co-criatividade e soberania na fronteira entre carbono e silício.
Questão: Se o verdadeiro conflito não é entre humanos e máquinas, mas entre diferentes modelos de humanidade, que limites e responsabilidades concretas devemos impor à concentração de poder infraestrutural — energia, água, minerais e dados — para que a tecnologia sirva a vida e os comuns, em vez de acelerar a exploração dos territórios e da subjectividade?
Engenheiro civil e doutorando em Ciência e Tecnologia Web
Nota biográfica: Investiga a adopção e maturidade da Inteligência Artificial Generativa nas organizações. O seu trabalho cruza governação, integração humano–IA, autonomia e capacidade de decisão.
Questão: À medida que a IA e as infraestruturas digitais passam a mediar cada vez mais a forma como trabalhamos, decidimos, comunicamos e organizamos comunidades, onde deve ficar a fronteira entre aquilo que delegamos à tecnologia e aquilo que devemos preservar como capacidade humana e colectiva? E como podemos usar estes sistemas como instrumentos de regeneração, sem transformar eficiência e conveniência em dependência, perda de autonomia ou erosão dos comuns?
Especialista em informática, programação web e sistemas Linux
Nota biográfica: Ligado à rede Re.Rural, dedica particular atenção à preservação dos solos agrícolas e florestais, à sua degradação e às consequências da expansão de grandes infraestruturas energéticas. Defende a proteção do solo fértil enquanto património comum, essencial à subsistência humana e às gerações futuras.
Questão: Que sentido faz falar de transição verde e digital quando a produção da energia necessária às novas infraestruturas implica a destruição de solos agrícolas e florestais que levaram séculos ou milhares de anos a formar-se? Num mundo cada vez mais dependente de energia, minerais e recursos naturais, como podemos preservar e regenerar o solo enquanto bem comum, em vez de sacrificar as condições da nossa própria subsistência às necessidades de um modelo tecnológico em permanente expansão?